Leishmaniose, uma ameaça para cães e seus tutores

Saiba o que é Leishmaniose, entenda como é transmitida e como se prevenir

A Leishmaniose Visceral (LV) ou Calazar é uma doença que afeta homens e animais e que apresenta ampla distribuição mundial, sendo que o Brasil é o país com maior número de indivíduos acometidos no mundo. Em Florianópolis o primeiro caso de LV canina ocorreu em 2010 na Lagoa da Conceição e em agosto de 2017 foi detectado o primeiro caso em humanos.

A transmissão ocorre através da picada do mosquito palha contaminado por Leishmania infantun. Esses mosquitos vivem nas áreas de mata, são menores que pernilongos, beges e peludos. Eles não têm muita potência de voo e procuram se alimentar (de sangue) no final de tarde e início da manhã. Permanecem cerca de 300 metros da sua área de reprodução que são lugares com matéria orgânica como embaixo de árvores frutíferas, galinheiros ou composteiras.

A manifestação clínica da contaminação pelo protozoário Leishmania infantun é bem variável e depende do estado imunológico de cada indivíduo. Nos cães, aproximadamente 60 % são assintomáticos, ou seja, não desenvolvem qualquer sinal clínico.

Quando os sinais ocorrem, são principalmente emagrecimento progressivo (sem perda de apetite), problemas de pele como falta de pelo ao redor dos olhos e/ou na ponta das orelhas, feridas que não cicatrizam e crescimento exagerados das unhas.

Nos humanos a Leishmaniose é caracterizada por febre irregular de longa duração, emagrecimento e palidez. Há aumento dos órgãos abdominais e consequente "barriga d'água". A gravidade da doença nos homens está associada à presença de HIV ou imunossupressão.

No homem existe diferentes tipos de tratamento, mas a taxa de mortalidade é alta entre os indivíduos imunodeprimidos. No animal, existe apenas uma droga legalmente autorizada e o custo ainda é alto.

A recomendação do Ministério da Saúde é que os cães positivos sejam eutanasiados, mas a escolha do tratamento ou da eutanásia é feita de acordo com diversas condições, entre elas a realização de alguns exames para estadiar a doença, depende do estado de saúde do animal, das condições financeiras e do comprometimento do proprietário.

A prevenção é importantíssima e depende de ações individuais e que requerem maior cuidado consigo, com os animais os quais somos responsáveis, e a nossa casa.

Cuidados pessoais: Uso de repelentes, de mosquiteiros, de telas nas portas e janelas. Evitar a exposição na rua nos amanheceres e entardeceres.

Cuidados com os cães e gatos: Uso de coleiras ou pipetas repelentes. Evitar a exposição na rua nas horas críticas. Especialmente nos cães, existe a opção de vaciná-los. Após o diagnóstico negativo, se realizado todo protocolo vacinal, o cão estará imune ao desenvolvimento da doença.

Cuidados com a casa e arredores: Não permitir o acúmulo de matéria orgânica no quintal, telhado ou arredores da casa e terreno. Uso de telas nas portas e janelas.

Esse material foi preparado para gerar conhecimento sobre esta epidemia que está ocorrendo em Florianópolis e para que sirva de motivação para o combate à doença.

Conheça o inimigo transmissor da Leishmaniose

A principal forma de transmissão é através da picada do mosquito - Lutzomyia longipalpis e Lutzomyia cruzi - infectados pela Leishmania chagasi. Esses insetos são bem pequenos, têm cor clara (castanho claro ou cor de palha) e possuem pelos. São reconhecíveis pelo comportamento de voar em pequenos saltos e pousar com as asas entreabertas.

O mosquito prefere ambientes arborizados e precisa de matéria orgânica para se desenvolver. As fêmeas alimentam-se de sangue e vivem aproximadamente 20 dias. A maior atividade dos mosquitos é no período crepuscular e noturna e durante o dia, estes insetos ficam em repouso, em lugares sombreados e úmidos, protegidos do vento e de predadores naturais.

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