Orangotangos correm risco de extinção

O desmatamento e as plantações em Bornéu ameaçam severamente a espécie

Bornéu é a terceira maior ilha do planeta. Uma das Grandes Ilhas de Sonda. É dividida em três partes, as ilhas de Sabak e Sarawak  fazem parte da Malásia (26,7%), Kalimantan pertence à Indonésia (72,6%) e o Sultonato à Brunei (0,6%) ao longo da costa norte.

A Ilha de Bornéu ainda abriga uma das maiores populações de orangotangos do planeta. Contudo, estudos publicados pela Revista Científica Current Biology no inicio deste ano mostram que a população está sendo extinta, o que é inadmissível. Fatores como a caça ilegal, o desmatamento e as plantações contribuíram para o número alarmante de quase 150 mil mortes em 16 anos. A média anual de animais mortos entre os anos de 1999 e 2015  chegou ao triste número de 2256 animais, em Kalimantan que ocupa a maior área da ilha.

Outro estudo de 2017, do Governo de Bornéu, mostra números da "População do Orangotango e Avaliação da Viabilidade do seu Habitat"(PHVA) em torno de 57.350 animais. Números que a União Internacional para a Conservação da Natureza classifica como espécie gravemente ameaçada.

Este mês a BBC News Brasil retrata a realidade dos orangotangos na parte ocidental de Kalimantan através de um vídeo, onde mostra um  grande canal cortando a floresta onde estes animais vivem e muitas árvores sendo derrubadas. Uma grande obra ameaça o habitat desses animais.

O desmatamento é proibido desde 2015, mas o conselheiro do governo local  Gusti Hardiansyah cita : "Isso cria insegurança jurídica e prejudica os investimentos na Indonésia. Você vai sacrificar (o trabalho) das pessoas da região só porque quer salvar orangotangos?"

Karmele Llano Sanchez, da ONG Resgate Internacional de Animais (IAR) diz, "Vamos perder uma das maiores e mais importantes populações de orangotangos que ainda temos. No ponto em que chegamos, cada um deles tem uma importância vital e não podemos perder uma população inteira de mais de mil animais".

O futuro dos orangotangos depende de planos sustentáveis na exploração dos recursos naturais em parceria com companhias de madeira e papel, aliados a educação ambiental com participação social e muita vontade política.

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