Raiva humana preocupa especialistas em saúde no Pará

O estado de São Paulo registra casos em herbívoros

A Raiva é uma zoonose causada por um  vírus do gênero Lyssavirus, da família Rhabdoviridae. O vírus ataca o sistema nervoso central e é eliminado na saliva. Normalmente homens e animais domésticos são infectados através da mordedura de animais silvestres raivosos (guaxinim, morcego, raposa e outros). Mesmo não aparentando sinais clínicos, estes animais podem eliminar o vírus.  Os animais silvestres são o principal reservatório da doença. A Raiva tem grande importância em saúde pública por causar encefalite altamente fatal em seres humanos. Cães e gatos também podem se infectar com o vírus.

Em Melgaço, no Pará, 12 pessoas morreram vítimas da Raiva Humana desde o início do ano. Técnicos da Secretaria da Saúde permanecem no local, há 30 dias não aparecem novos casos. Os laboratórios dos Institutos Pasteur e Evandro Chagas confirmam os casos. Melgaço é uma das cidades com menor IDH do Brasil e suas precárias condições habitáveis contribuíram para que o surto ocorresse.

Segundo dados do Ministério da Saúde, o Brasil registrou 6 casos de Raiva Humana em 2017, todos causados pela variante do vírus que circula entre os morcegos. Técnicos informaram que não há falta de vacinas antirrábica canina e que milhões delas já estão sendo distribuídas entre os estados.

O estado de São Paulo também está em alerta. Desde janeiro, 101 casos entre bovinos, equinos e suínos foram registrados. Segundo dados da Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA), órgão ligado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento, houve um aumento de 53% em relação ao ano passado. 

A Defesa Agropecuária confirmou a morte de um cavalo em Angatuba(SP), na região de Itapetininga. Os técnicos que fazem o monitoramento encontraram uma colônia de morcegos hematófagos na mesma propriedade e acreditam que estes animais estão contaminados com o vírus. O Programa Estadual de Controle da Raiva de Herbívoros inspeciona o local controlando os focos e orientando a população.

A Secretaria de Saúde controla os casos da doença em animais domésticos. Em maio foi confirmado mais um caso em um cão, em Santa Fé do Sul, no noroeste paulista. Em Piracicaba o vírus foi confirmado em um gato, no bairro de Ibitiruna.

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