O outubro rosa das cadelas e gatas

Campanhas de prevenção sobre o câncer de mama conscientizam tutores de pequenos animais

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a prevenção do câncer pode ser classificada como primária, secundária e terciária. A prevenção primária cita as atividades de educação da população e dos profissionais sobre o câncer. A prevenção secundária aborda o diagnóstico precoce mesmo não se conhecendo a etiologia e a terciária compreende a fase terapêutica e a reabilitação do paciente. 

O mês de Outubro traz a tona um assunto importantíssimo para as mulheres: o câncer de mama. De igual importância para os pets o tema é amplamente discutido, levando informações e esclarecimentos aos veterinários e tutores.

É comum na clínica veterinária o aparecimento de neoplasias da glândula mamária em cadelas e gatas idosas. Os tumores das glândulas mamárias (TGM) são os tumores que mais acometem cadelas, 50% deles são malignos. Em felinos, é o terceiro tipo e 80% deles são considerados malignos.

Reforçando a ideia de que a prevenção acaba sendo a melhor escolha. Sabe-se que, assim como ocorre em outras espécies, a taxa hormonal tem uma grande influência no desenvolvimento de tumores mamários em gatas e cadelas. Os animais mais acometidos são fêmeas inteiras ou fêmeas que foram submetidas a castração mais tardiamente, sendo raros em machos e em animais jovens de ambos os sexos.

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Quanto mais precocemente for feita a castração ou seja, a retirada dos ovários e útero das fêmeas de preferência antes do primeiro cio, menor será o risco de desenvolvimento da neoplasia. A administração de progesterona como contraceptivo está associado ao desenvolvimento dos TGM nesses animais. Fatores hormonais (progestágenos), genéticos (raça), inflamatórios (inflamações crônicas), químicos (geralmente ingeridos nos alimentos), físicos (RX, queimaduras), psíquicos (stress) e nutricionais (obesidade, dietas ricas em gordura ou pobre em fibras) são citados como possíveis causas de tumores.

É importante estar atento ao aparecimento de nódulos palpáveis na região mamária dos animais, dor, inchaço, presença de secreção ou dilatação mamária, linfonodos axilares ou inguinais aumentados de volume, velocidade de crescimento do nódulo. 

O diagnóstico desta enfermidade é confirmado por biópsia e exame histopatológico. Exame físico e radiografias torácicas devem ser realizados para pesquisa de metástase (quando o câncer se espalha para outras partes do corpo). Os resultados obtidos farão parte do estadiamento do tumor (TNM), que avalia o tamanho, se os linfonodos foram envolvidos e se há disseminação para outras partes do corpo. Essas informações serão importantes para a conduta do clínico na decisão do tratamento e ajudarão a prever o prognóstico do paciente.

A remoção cirúrgica completa, com amplas margens de segurança, quando não existe envolvimento metastático, ainda é o tratamento de escolha. O tipo da cirurgia e sua complexidade dependerá do tamanho do tumor, assim como a sua localização e sua consistência.

A quimioterapia é indicada quando há envolvimento sistêmico ou na ocorrência de metástases. Quando associada às cirurgias busca-se a cura do animal. Procura-se evitar assim recidivas no local e eliminar células neoplásicas residuais. Em alguns casos a qualidade de vida dos pets pode melhorar e as metástases podem regredirem. A escolha do fármaco é de responsabilidade do Médico Veterinário, pois depende do tipo do tumor, da idade do animal e de seu estado geral. 

Existem terapias alternativas para o tratamento do câncer em animais, recursos naturais que aliados às terapias convencionais visando o bem estar animal. Entre eles podemos citar: terapia nutricional, acupuntura, homeopatia, fitoterapia, alimentação equilibrada, exercícios físicos, prevenção do stress e ansiedade.

A Médica Veterinária Carmem Cocca cita no seu blog: "O tratamento homeopático do câncer visa a estimulação do sistema imune do doente e a atenuação dos sintomas decorrentes da formação tumoral, através do reequilíbrio da energia vital do doente, podendo ou não levar a cura parcial ou completa, ou apenas ao controle do paciente. Nos casos incuráveis atua sobre a dor, o desconforto e o ânimo do indivíduo, levando a uma morte tranquila como o apagar de uma vela".

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